sexta-feira, 25 de março de 2016

Adereços, itens, jóias e armas Nórdicas - Onde comprar?

Olá guerreiros e belas donzelas ! Depois de um tempo fora resolvendo umas coisas aqui em casa volto a companhia da minha Shieldmaiden ‪#‎Nimue‬, para fazer um novo post, já estava com saudades. Hoje farei esse post dedicado aquelas pessoas que têm interesse em adquirir adereços, itens, jóias e armas Nórdicas e não sabem onde arranja-las, pois não é fácil achar essas coisas aqui, ainda mais em sites de confiança, então aqui compartilharei meus favoritos !
http://artsviking.com.br/index.php
Artsviking : É um site muito completo que vende desde colares e anéis Nórdicos até garrafas de hidromel, Drinkhorns e armas.
http://shop.volkruna.com/
Volkruna : É um site que vende camisetas, pingentes, Drinkhorns e outros adereços da cultura Nórdica.
http://dhyngetal.iluria.com/
Dhy Ngetal : Uma artesã que faz jóias únicas relacionadas a cultura Nórdica e Celta.
http://www.hersirstore.com.br/index.html
Um dos melhores do ramo e mais completos, vende desde armas para combate, até jóias, armaduras e roupas da cultura Nórdica, Celta e Medieval em geral.
http://www.lojawicca.com.br/loja/busca.php…
Uma loja bastante completa de artigos mágicos e pagãos em geral.
e para fechar com chave de ouro ainda temos a Lionheart chainmail art, loja aqui pelo face de um bom amigo meu que faz cotas de malha incríveis por um ótimo preço !! E também a Velhos hábitos, de onde adquiri um belo escudo, históricamente preciso. E ainda temos outras lojas muito legais do Ramo como a
http://waylandsarts.blogspot.com.br/
Que faz incríveis trabalhos em cota de malha e escamas de malha ( armadura de escamas metálicas ) !!
Temos ainda o Ferreiro Medieval que faz armas sob encomenda, prontas para combate, cortes, ou reenactment e o Vinícius Ferreira Arruda que faz desde espadas até Seax e belas facas em aço damasco e empunhaduras entalhadas a mão.
Espero que apreciem as dicas ! São todos sites confiáveis e de grande qualidade !
‪#‎Solitarywolf‬

Vikings - O uso do Arco e Flecha:

Vocês já perceberam que na Série Vikings, do canal History, praticamente(99%) não se tem o uso do arco e flecha? Deuses, como assim? Notícias Asgardianas, sempre fazendo pesquisas e analises, fantásticos sobre esse tipo de assunto, e entre outros. Essa parte pequena, porém essencial, retira nossas dúvidas e ficamos com aquele gosto; '' quero mais''.
''Decerto que os daneses, noruegueses, islandeses e outros povos nórdicos não baseavam suas forças de combate em torno da arquearia como, por exemplo, os ingleses do século XV, é errôneo pensarmos que estes guerreiros não faziam uso de arcos e flechas.
O combatente escandinavo é, portanto, apresentado como um guerreiro de frente de batalha, lutando corpo-a-corpo contra seus oponentes.
O guerreiro escandinavo exerce ainda na contemporaneidade, com suas paredes de escudo e a suposta ferocidade que os diferenciava de outros guerreiros na época.

Arqueologia:

Strickland (2005, p. 56) ainda nos traz exemplos de arqueiros em diversas outras sagas nórdicas, como a saga de Njall, cujo autor desconhece-se, em que o personagem Gunall precisa defender sua moradia de atacantes e o faz utilizando uma lança e então um arco. Ademais, temos também mencionada a saga do rei Olaf Trygvasson, escrita pelo islandês Snorri Sturluson e parte da problemática Heimskringla. Nela, a última batalha travada pelo rei Olaf possui grande destaque para o uso do arco em combate naval. Nesta batalha, as forças de Olaf enfrentam guerreiros suecos e daneses, ambos os lados atirando flechas de seus navios.''

COMENTÁRIOS: A grande maioria dos guerreiros sempre sabia atirar com arco, pois era essencial para sua sobrevivência, para caçar, em competições de caráter esportivo e é claro, em batalha. Na saga de Njal, consta que o Gigante Gunnar, demonstra em muitos momentos sua maestria com o arco e como ele mantinha os inimigos longe usando-o. #Solitarywolf
Ficou curioso(a), e gostaria de saber mais coisas baseadas em fatos históricos da Série Vikings? Acesse aqui, e se delicie:
https://www.academia.edu/…/NOT%C3%8DCIAS_ASGARDIANAS_10_DOS…
Imagem: http://sonsoffenrirsociety.tumblr.com/…/sons-of-fenrir-by-m…
 
‪#‎Nimue‬

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Festival Celta- Festival de Lughnasadh

Para amanhã:

Festival de Lughnasadh

Lughnasadh é celebrado no dia 2 de fevereiro. "Lá Lúnasa" é um dos quatro Festivais Celtas do Fogo e, basicamente, um ritual agrícola de agradecimento, onde se comemora o primeiro dos três festivais da colheita, dedicado ao Deus Lugh, seu nome significa "Luz" - belo como o Sol. O Deus dos ferreiros e das muitas habilidades. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de agosto.
Lughnasadh Época ideal para agradecermos às nossas colheitas, sejam elas boas ou não, pois sabemos que na natureza tudo é necessário para o crescimento espiritual. A festa de Lugh marca o tempo da colheita, onde oferendas são feitas com o objetivo de protegê-las, além de casamentos cujo acordo durava um ano e um dia, podendo renovar-se todos os anos.
Lughnasadh literalmente significa "Jogos de Lugh", isso se deve ao antigo costume celta de promover encontros tribais, feiras e competições esportivas, denominado "Oenach", quando os clãs se reuniam em paz, para honrar a soberania da terra e resolver questões jurídicas. Neste ritual, o primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, juntamente com papéis, onde serão escritos seus agradecimentos.
Durante este festival honramos, também, a mãe adotiva de Lugh, Taltiu, que o acolheu depois de ter sido resgatado por Manannán e, posteriormente, ela morreu após o grande esforço que fez para limpar a planície central da Irlanda, preparando a terra para o cultivo, metáfora ao sacrifício que a Mãe Terra faz todos os anos, para que o ciclo da colheita se perpetue.
Amuletos e talismãs antigos deverão ser queimados neste ritual, simbolicamente, nos livramos de tudo aquilo que está velho e desgastado, pois a vida se torna morte e a morte se torna vida, o ciclo da criação.
Mesmo não plantando e nem colhendo mais o nosso alimento, lembre-se que tudo foi semeado e produzido nos campos e na terra. Agradeça sempre aos Deuses pela fartura e abundância de nossas vidas. Neste festival, enfeite seu altar com sementes, ramos de trigo, grãos e frutas da época. Bênçãos plenas!
Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar Lughnasadh
Lenda e mitos: Lugh, o brilhante!
Correspondências:
- Correlação: o ciclo das colheitas e dia de ação de graças cristão.
- Símbolos: cor vermelho, amarelo e laranja, pães de cereais e lança de metal.
- Incensos: camomila, sândalo ou alecrim.
- Alimentos: vinho tinto ou suco de frutas, cerveja, pães, bolos e milho. Obs: o milho é um alimento característico das Américas que, historicamente, não foi utilizado pelos celtas.
A Primeira Colheita
Bendita seja a água sagrada
Que purifica a alma e o coração,
Sob a Lua dessa colheita abençoada.
Sombras anciãs trançam suas raízes pela terra
E ofertam seus primeiros grãos
À Mãe Terra na próxima primavera.
Guiados pela lança de Lugh, o brilhante,
Sofrimentos são banidos
Para algum lugar bem distante.
Girando pelas espirais da lenda e do mito,
Caminhamos pela luz do dia
Rumo às estrelas da noite no espaço infinito.
Agradecendo o pão que nos é oferecido
Neste altar de feixes e de grãos,
Consagro esse elo querido.
Ao nobre que caminha com inspiração
Pela doçura desse ciclo sem fim,
O amor que une a verdadeira união.

OBSERVAÇÃO: Boa Noite Guerreiros(as)! Tenham todos um ótimo 2016!! Espero que vocês tenham/estejam, comemorando bastante esse período de comemorações. Para entrar nesse clima, segue esse texto que faz parte de várias outras celebrações anuais. Fornecida pela galera: Templo de Avalon.
Depois, eu vou fazer um álbum somente desse tema. Portanto, se vocês tiverem mais textos, manda por inbox! Beijos de luz para todos.

IMPORTANTE: ''Mesmo não plantando e nem colhendo mais o nosso alimento, lembre-se que tudo foi semeado e produzido nos campos e na terra. Agradeça sempre aos Deuses pela fartura e abundância de nossas vidas. ''
Fontes:
Extraído do livro Brumas do Tempo
http://www.templodeavalon.com/modules/mastop_publish/?tac=celebra%E7%F5es_solares
‪#‎Nimue‬

domingo, 20 de dezembro de 2015

Casas Viking- Curiosidades - Interior. Part. 2/2


Viking longhouse - often, more than one family lived in this long building.

As soleiras de pedra são muitas vezes toda a prova que resta dos edifícios numa povoação rural. Uma extremidade das ''casas-habitação'' era usada como celeiro para armazenar os cultivos ou se dividia em estábulos para o gado. Viver debaixo do mesmo telhado que os animais proporcionava-lhes uma fonte de calor central bastante fétido. Desse modo se asseguravam também que os seus animais estavam a salvo dos ladrões de gado, pois o gado era uma riqueza.

Os cômodos habitados da casa tinham uma lareira no meio do chão para dar calor, luz e meio de cozinhar. Não havia chaminés, e a fumaça da lareira saia pelas claraboias do teto, que era coberto de palha, torso ou tabuinhas de madeira, segundo a disponibilidade de materiais locais. Havia bancos ao longo das paredes. Geralmente eram parte integrante da estrutura e consistiam em montículos de terra aplanados e reforçados com vime por dentro. Havia poucos moveis mais, e os bancos serviam tanto de assento como de cama. Neles se faziam trabalhos manuais simples, como fiar, tecer e fazer cestos, mas algumas fazendas tinham edifícios separados para as atividades particulares.

Em Saedding foi encontrado, por exemplo, uma forja, e muitas fazendas teriam um abastecimento semelhante para fazer e reparar as ferramentas essenciais. As cabanas de terra batida, que são uma característica das aldeias dinamarquesas do período viking, também podem ter sido utilizadas como oficinas para tecer, fazer cerâmica primitiva e trabalhos semelhantes.

Uma das casas de Hedeby contém um forno num dos compartimentos menores, mas os fornos não eram frequentes na Escandinávia na época viking, como era também pouco comum uma cozinha independente. A maior parte da luz dentro das casas era proveniente do lume no compartimento central, possivelmente reforçada por lâmpadas de azeite, mas alguns postigos teriam deixado entrar um pouco de luz exterior. Bancos de terra com madeira na frente eram colocados ao longo das paredes junto à lareira; o chão era de terra batida. As sólidas portas de madeira podiam ser fechadas à chave.

Idade do Ferro Celtic Roundhouse construído sobre as fundações originais.

fontes:
Templo de Apolo
K. SKAARE, Coins and Coinage in Viking-Age Norway: Oslo, 1976;
T. SOVOLD. The Iron Age Settlement of Arctic Norway. Vol2: Tromso, 1974.
#Nimue

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Casas Viking- Curiosidades - construção. Part.1/2

Os vikings da Escandinávia construíam principalmente com madeira, embora a pedra e o torso também fossem utilizados em algumas regiões, particularmente na Noruega. Por exemplo, as marcas dos buracos dos postes na terra (que se distinguem do solo circundante por diferenças de cor e de textura) permitem aos arqueólogos calcular o comprimento e o plano de um edifício construído com madeira. A forma básica do edifício era a mesma em toda a Escandinávia: retangular, por vezes com paredes curvas e de comprimento variável.

Na Dinamarca, os bosques de folha caduca proporcionavam carvalhos para construir a armação das casas, e aveleiras e salgueiros para entrelaçar os painéis de vime que cobriam os espaços entre os postes verticais das paredes. Estes eram revestidos em seguida com uma mistura de argila e de estrume para que resistissem às intempéries. Este tipo de preenchimento é conhecido como caniçada e revestimento. Os edifícios nos fortes reais tinham paredes de madeira sólida, mas estas ainda não foram encontradas em nenhum estabelecimento agrícola; requeriam grandes quantidades de carvalho e provavelmente estariam acima das possibilidades do fazendeiro médio.

Não há muitos carvalhos na Suécia e na Noruega, salvo no extremo meridional, e por isso as madeiras macias (de coníferas) eram usadas para a construção. Estas provinham das compridas madeiras horizontais que eram empilhadas uma sobre a outra e tinham encaixes nos cantos para formar junturas sólidas. O comprimento de cada edifício dependia do dos troncos de arvore disponíveis, e por isso estas casas consistiam frequentemente em series de cômodos independentes unidos pelas extremidades para formar um só bloco. No entanto, por vezes, a fazenda consistia em vários edifícios dispersos, cada um com a sua própria função. As madeiras mais baixas das paredes assentavam geralmente sobre uma fileira de pedras que formavam uma soleira, e isto impedia que a madeira apodrecesse em contato com o solo molhado. 



fontes:

Templo de Apolo
K. SKAARE, Coins and Coinage in Viking-Age Norway: Oslo, 1976;
T. SOVOLD. The Iron Age Settlement of Arctic Norway. Vol2: Tromso, 1974.
#Nimue

domingo, 1 de novembro de 2015

Mitologia Grega- Deuses e Deusas;

Vamos enumerar, a seguir, alguns dos principais deuses e deusas da religião da época clássica. Em primeiro lugar, os olímpicos:


Júpiter ou Jove ( Zeus ), embora chamado de pai dos deuses e dos homens, tivera um começo. Seu pai foi Saturno ( Cronos ) e sua mãe Réia ( Ops ). Saturno e Réia pertenciam a raça dos Titãs, filhos da Terra e do Céu, que surgiram do Caos.

Júpiter, juntamente com seus irmãos e irmãs, rebelou-se, então, contra Saturno e seus irmãos e irmãs, os Titãs, venceu-os e aprisionou alguns deles no Tártaro, impondo outras penalidades aos demais. Atlas foi condenado a sustentar o céu em seus ombros. Depois do destronamento de Saturno, Júpiter dividiu os domínios paternos com seus irmãos Netuno ( Posêidon ) e Plutão ( Dis ). Júpiter ficou com o céu, Netuno, com o oceano, e Plutão com o reino dos mortos. A terra e o Olimpo eram propriedades comuns. Júpiter tornou-se rei dos deuses e dos homens. Sua arma era o raio e ele usava um escudo chamado Égide, feito por Vulcano.

Guardião da ordem, dos juramentos e dos próprios estrangeiros; é o senhor do raio e dos fenômenos atmosféricos. Sua ave favorita era a águia. O culto de Zeus era o mais solene e o mais universalmente espalhado. Entre seus santuários mais famosos figuravam: o de Dodona( Epiro) e o de Olímpia( Élida). Este último ostentava famosa estátua esculpida por Fídias. Note- se, aliás, que não existia maneira uniforme de representar Zeus. Em geral aparecia como um homem majestoso, com barba, abundante cabeleira e sentado sobre um trono. Com a destra segura o raio que é representado ou por um tição flamejante de duas pontas ou por uma máquina pontiaguda do dois lados e armada de duas flechas; com a mão esquerda sustém uma Vitória; a seus pés, com as asas dobradas, descansa a águia capturada de Ganimedes. A parte superior do corpo está nua, e a inferior coberta.

Zeus casou-se três vezes, sua primeira esposa foi Métis a deusa da prudência e com ela teve sua filha Atena. Sua segunda esposa foi Têmis a deusa da justiça. E sua terceira esposa foi sua irmã Hera e com ela teve vários herdeiros, mas o único que foi filho legítimo de Hera e Zeus foi Ares, que era o Deus da guerra. Hera era muito ciumenta e agressiva já que Zeus desonrava sua vida com Hera, tinha muitas amantes, e que também acabou tendo muitos filhos fora de seu casamento. Zeus usava seu poder de sedução e até usava as mais belas metamorfoses para conquistar as mulheres. As mais conhecidas são: o Cisne de Leda e o Touro da Europa.
Zeus é o deus que dá ao homem o caminho da razão e também ensina que o verdadeiro conhecimento é obtido apenas a partir da dor.

O hino a Zeus, do estóico Cleanto, uma das mais belas obras da poesia grega do século III a.C., apresenta Zeus como Senhor Universal onipotente, justo e regulador da ordem cósmica e benfeitor universal.

Hera( Juno), irmã e esposa de Zeus, era a deusa nacional da Argólia. Em Argos, a sua estátua sobre um tronco de ouro, de um tamanho extraordinário, era de ouro e marfim; sobre a cabeça uma coroa, em cima da qual estavam as Graças e as Horas. Com uma das mãos segurava uma romã, com a outra um cetro, em cuja extremidade estava um cuco, pássaro amado da deusa. Hera presidia às núpcias, aos partos e protegia as mulheres. Atribuíram- lhe a partilha dos reinos, dos impérios e das riquezas.

Tem como seu animal preferido o Pavão e é associada ao signo de Escorpião.

Atena ( Minerva), filha privilegiada de Júpiter, saiu do cérebro deste inteiramente armada. Era a deusa da inteligência, das artes, da indústria e também da guerra. Dera o nome à cidade de Atenas e recebia aí um culto especial no Pártenon.

Atena e Poseidon, seu tio, chegaram a disputar o padroado de uma cidade importante, para isso estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente à cidade ganharia a disputa. Poseidon bateu com seu tridente e fez jorrar água do mar e também fez aparecer um cavalo. Já Atena além de domar o cavalo e torna-lo um animal doméstico, também deu como presente uma Oliveira que produzia alimento, óleo e madeira, foi então que ganhou e assim a cidade levou seu nome, Atenas.

Atena também ficou conhecida como Minerva pelo voto de desempate que deu quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas. Orestes matou a mãe para se vingar da morte do pai. Atena deu o voto de Minerva como é conhecido hoje, e declarou Orestes inocente.

Atena é chamada também de Palas. Representavam-na, geralmente, com um capacete na cabeça, uma lança em uma das mãos, um broquel na outra, e a égide sobre o peito. A maior parte das vezes a deusa está sentada; mas quando de pé tem sempre, com atitude resoluta de uma guerreira, o ar meditativo e o olhar volvido para as altas concepções.

Apolo( Phoebus Apollo), filho de Zeus e de Leto, é o deus da luz, da juventude, da música, da expiação e da purificação, da medicina, da adivinhação e das artes. Como deus da adivinhação, preside os oráculos, especialmente o de Delfos. Como deus das artes dirige o côro das Nove Deusas que as personificam: Clio( História), Melpômene( tragédia), Terpsìcore( dança), Talia ( comédia), Euterpe( música), Érato( poesia apaixonada), Calíope ( poesia épica).

As estátuas de Apolo retratam-no sempre como jovem belo, gracioso e forte.

O arco e as flechas que traz simbolizam os raios; a lira, a harmonia dos céus; às vezes dão-lhe um broquel que indica a proteção que concede aos homens.

Ártemis( Diana), como Apolo, filha de Zeus e de Leto, é uma das grandes deusas do mundo Helênico. Inicialmente parece ter sido uma divindade da natureza livre: vive nas florestas com um cortejo de ninfas às quais sobrepuja pelo talhe e pela formosura. Deusa da caça, sua arma predileta é o arco.

Ártemis é invocada com outras designações e possui diferentes atribuições de acordo com as regiões que favorece e os templos em que era cultuada. O mais famoso de seus santuários localizava- se em Éfeso. Como Apolo confunde- se com Hélio ( o sol), Ártemis se identifica com Selene( deusa do luar).

Ártemis é a virgem implacável que representa a beleza ideal da donzela com seu irmão Apolo representa a frequentemente a Casta Diana, a Diana caçadora, amante dos bosques e das montanhas, a deusa orgulhosa e altiva, a resplandecente rainha das noites. Embora pareça contraditória esta personalidade ambígua de Ártemis, na verdade ela está associada a dupla faceta do feminino, que protege e destrói, concebe e mata. Esta imagem da deusa é difundida especialmente na Ásia Menor. Não se sabe exatamente onde e quando surgiu seu culto, pois os autores que estudam o mito divergem quanto a este ponto.

Posídon ( Netuno ), irmão de Júpiter, é o soberano do mar. Do fundo deste governa seu império, estando a par de tudo que se passa na superfície. Se por acaso os ventos impetuosos espalham inconsideradamente as vagas sobre as praias, causando injustos naufrágios, Netuno aparece, e com a sua nobre seriedade faz reentrar as águas no seu leito, abre canais através dos baixos, levanta com o tridente os navios presos nos rochedos ou encalhados nos bancos de areia - em uma palavra, restabelece toda a desordem das tempestades. Posídon ( ou Posseidon ) figura entre os deuses mais venerados na Grécia Antiga. Possuía inúmeros templos, principalmente nas vizinhanças do mar. Em Corinto celebravam- se em sua honra os jogos ístmicos. Em geral é representado nu, com longa barba e tendo por arma o tridente e por animal de sua predileção o Delfim.

Poseidon era casado com Anfitrite. Quando se conheceram Poseidon se apaixonou por ela, mas Anfitrite o recusou e Poseidon a obrigou casar-se com ele, porém, ela para não casar, se escondeu nas profundezas do oceano, só sua mãe sabia onde ela estava. Mas com o tempo Anfitrite mudou de idéia e foi atrás de Poseidon com quem se casou e ficou sendo a rainha do oceano. Com ela teve um filho chamado Tritão que aterrorizava os marinheiros com um barulho espantoso que ele fazia quando soprava o búzio, um instrumento, mas também com ele fazia sons maravilhosos.  Entretanto, na sua vida Poseidon teve muitos outros amores e fora de seu casamento teve mais filhos que ficaram muito conhecidos por sua crueldade, os dois que mais conhecidos foram o Ciclope e o gigante Orion. Poseidon disputou com Atena, a deusa da sabedoria, para ser a deidade da cidade hoje conhecida como Atenas, porém Atena ganhou a competição e a cidade ficou conhecida com o seu nome

Ares ( Marte ), filho de Júpiter e de Juno, era deus da guerra. Enquanto Atena preside as batalhas ordenadas, Ares preside a guerra violenta e desordenada. Seu culto parece não ter sido muito difundido na Grécia. Em Esparta havia uma estátua de Ares amarrada a fim de que não abandonasse os exercícios em campanha.



Deméter ( Ceres ), deusa das terras amanhadas e das messes, ensinou aos homens a arte de cultivar a terra, de semear, de colher o trigo e com o mesmo fabricar o pão. Uma das doze divindades do Olimpo, filha de Cronos e Réia. Com Iásion, teve um filho chamado Pluto, que morreu após ser atingido por um raio que Zeus enviou por descobrir que que Deméter e Iásion eram amantes. Zeus teria cegado Pluto por ele ser tão generoso e só conceder suas riquezas as pessoas honestas, e cego ele não poderia se diferenciar - Pluto havia herdado de sua mãe a generosidade.

Deméter e sua filha Perséfone ( Prosérpina ) eram honradas muitas vezes juntamente com o nome de grandes deusas. O culto de Deméter difundiu-se graças aos mistérios de Elêusis nos quais tanto gregos como bárbaros, livres e escravos podiam ser iniciados. Uma grande história muito triste em sua vida, foi quando sua filha Perséfone foi raptada por Hades, que vivia nas profundezas do inferno e lá se casaram. Mas Deméter conseguiu que sua filha passasse uma parte do tempo ao seu lado e outra com seu marido no inferno, onde se tornou a pessoa que recebia as almas. Quando Perséfone está com sua mãe, a primavera reina, já quando volta para o inferno com seu marido, o inverno chega.

Deméter era geralmente representada como uma bela mulher de porte majestoso, com olhos lânguidos e os cabelos caindo desordenadamente sobre os ombros. Na cabeça traz uma coroa de espigas de trigo e um Diadema. Na mão direita segura um feixe de espigas e na esquerda uma tocha ardente.

Fontes:
História da Grécia- Antiguidade clássica I, Mário curtis Giordani 
O livro de Ouro da Mitologia. Histórias de deuses e heróis.
http://www.algosobre.com.br/mitologia/demeter.html
http://criptopage.caixapreta.org/secao/mitologia/mito_grecorom_maz.htm http://www.dec.ufcg.edu.br
/biografias/MGDemete.html
http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusadiana.html
http://www.femininoplural.com.br/artemis/nos.htm
http://contoselendas.blogspot.com/2004/10/hera.html
http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusahera.htm
http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm
http://plantaomagia.blogspot.com/2009/05/historia-de-zeus.html
http://allofthemitology.blogspot.com/2008/03/zeus-deus-dos-troves-senhor-do-monte.html

#Nimue

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Mitologia Nórdica- O roubo do Hidromel:

Hidromel, a bebida dos deuses, teve uma origem um tanto curiosa. Segundo a lenda, tudo começou com Kvasir, um deus obscuro, cuja personalidade e atributos perderam-se nas brumas do tempo. Sabe-se, apenas, que nasceu de uma forma um tanto extravagante, quando Aesires e Vanires, deuses adversários, fizeram uma trégua em sua disputa e se reuniram para selar um pacto de paz. Cada qual, nesta ocasião, cuspiu dentro de um vaso cerimonial e, da reunião de todas as salivas, surgiu Kvasir. Este deus, contudo, acabou morto por dois anões chamados Fialar e Galar, que cobiçavam a sua sabedoria, seu atributo principal. Durante a noite, enquanto dormia, o
deus foi apunhalado pelos dois perversos irmãos, tendo seu sangue sido recolhido por eles e colocado num caldeirão. Depois, tão logo chegaram em rasa, misturaram-no a uma porção de mel e o fermentaram até obter o saboroso hidromel, bebida mágica que confere o dom da poesia a todo aquele que a bebe.

Durante muitos anos, os dois perversos anões gozaram das delícias desta bebida, a qual, infelizmente, se tivera o dom de torná-los poetas, não tivera o de torná-los melhores, pois continuaram a cometer, alegremente, as suas torpezas até que numa delas, mataram, por um motivo incerto, um casal de gigantes. Suttung, o filho destes, entretanto, descobriu os autores do crime e foi logo tirar satisfações, exigiu, sob pena de morte, que lhe entregassem, como reparação, o precioso caldeirão, o que eles tiveram o juízo de fazer sem pestanejar. Desde então, foi o gigante quem passou a saborear este néctar - e podemos, perfeitamente, imaginar que lenha se tornado também, senão um grande poeta,ao menos um poeta grande.
Ora, estando Indo entendido, é preciso dizer, agora, que este gigante tinha uma bela filha chamada Gunnlod. Era ela a guardiã do caldeirão, passando o dia e a noite inteiros a cozinhar e a provar a aromática bebida - o que, por consequência, deve tê-la tornado a maior poetisa de todos os tempos. Todos os dias seu pai, Suttung, passava pela caverna, onde Gunnlod morava para provar um pouco do hidromel.
-'' Ó linda guardiã do hidromel, isto está cada dia mais delicioso!'' - dizia ele, dando um beijo na filha e saindo, em seguida, para os seus afazeres.
Era este o melhor momento do dia, quando Gunnlod tinha a consciência de estar livre das companhias indesejadas, tendo pela frente apenas o seu delicioso ofício, o qual exercia na mais perfeita solidão das profundezas de sua caverna - um magnífico salão recoberto de estalactites* vermelhos e iluminado por tochas e quartos que esplendeciam por todas as concavidades como milhares de vaga-lumes prateados engatados nas rochas. Esta sensação enchia a jovem de tamanha alegria, que ela se punha, imediatamente, a pular descalça, feito uma menina, pelos corredores e salões de pedra de seu paraíso subterrâneo, sabendo que estava livre dos problemas relesmente (desprezivelmente) mundanos que afligiam ao povo da superfície.
Esta afeição de Gunnlod por subterrâneos - que destoava um pouco da sua condição de ''giganta'' - levava, muitas vezes, o pai a chamá-la, afetuosamente, de minha ''duendezinha''. Isto, contudo, ao invés de aborrecê-la, a enchia ainda mais de orgulho: - Tenho, realmente, a alma de um duende! - dizia sempre, satisfeita.
Por esta época, entretanto, já andava pelo mundo um deus, ainda muito jovem, mas que já era sábio e dinâmico o bastante para ter criado muitas coisas. Seu nome era Odin e poucos desconheciam o seu poder e inteligência. Por muito tempo, intrigara-o o caso do infeliz deus Kvasir, morto pelos anões. Todos, em Asgard, sabiam da tragédia e a grande especulação estava voltada para o fato de se saber onde andaria o tal caldeirão do hidromel, pois todos queriam provar desta maravilhosa bebida.
- ''Odin, somente você poderá nos trazer este deleite supremo!'' - diziam-lhe todos, confiando no seu gênio e na sua capacidade de conseguir o que queria. Depois de tanto ser aborrecido com esta história, Odin decidiu-se, afinal, a ir procurar pela tal bebida.
O deus seguiu a pista dos anões e, após havê-los encontrado,conseguira arrancar deles a história dos seus crimes.
''Onde está o hidromel, vermezinhos?'' - disse ele, ameaçando-os com uma terrível punição. Os anões confessaram que Suttung, o filho dos mortos, havia-o levado, o que bastou para Odin dar-lhes as costas e os deixar chacoalhando os joelhos em cima de duas pequenas poças amarelas. O deus dirigiu-se, imediatamente, para as terras de Suttung. Já ia a meio do caminho, quando passou por um campo onde havia nove
homens ceifando. Eram os lavradores de Baugi, o irmão de Suttung. Odin percebeu, logo, que as foices que eles usavam estavam completamente cegas.
- ''Ei, campônios, não querem amolar as suas foices?'' - disse ele, com um grito.
- ''Oh, sim! claro que queremos!'' - responderam, aliviados.
Odin não levou muito tempo para torná-las tão afiadas como eram no dia em que saíram da forja, graças à sua afiadíssima pedra de amolar.
- ''Esta sua pedra é mágica! Dê-a para nós!'' - exclamou um deles.
- ''Claro, aqui está - disse Odin, lançando-a para eles. Imediatamente, todos se precipitaram para apanhá-la. Na confusão, entretanto, foram com tanta gana à pedra, que se engalfinharam numa briga tremenda, terminando todos estendidos no solo com as gargantas cortadas.
- ''Oh, deuses, que lástima!'' - disse Baugi, o senhor dos nove servos mortos.
- ''Não se aflija'' - disse Odin, adiantando-se. - ''Terminarei o serviço deles em troca, apenas, de uma deliciosa taça de hidromel.''
- ''Quem é você, afinal, homem da pedra que mata?'' - disse Baugi, intrigado.
- ''Meu nome é Bolverk'' - respondeu Odin, começando a ceifar o campo. (Bolverk quer dizer "perverso", mas Baugi não foi atilado o bastante para se dar conta do perigo.)
- ''Infelizmente, o caldeirão onde ferve o hidromel está sob o controle do meu irmão'' - disse Baugi, coçando a cabeça -, mas vou falar com ele e ver se consigo arranjar-lhe uma taça.
- ''Faça isto, meu amigo'' - disse Odin, de cabeça baixa e afetando indiferença.
Odin ceifou todo o campo - o que lhe custou um bocado de tempo - até que, finalmente, concluiu sua tarefa. Infelizmente, Baugi não conseguira nada com o irmão,que não queria ceder nem um único gole da preciosa bebida. Odin e Baugi decidiram, então, recorrer à astúcia para que o primeiro pudesse se apoderar do seu justo prêmio. ''Mas me prometa que se servirá somente de uma pequena taça!'' - disse Maugi ao colega, que prometeu, prontamente, com um sorriso oculto nos lábios. O irmão de Suttung conduziu Odin pelas regiões elevadas onde ficava a caverna de Gunnlod, a guardiã do hidromel. Era uma grande cordilheira que eles percorreram a custo até chegar ao seu objetivo, quase ao final do dia.
- ''É aqui, ceifador incansável'' - disse Baugi, apontando para uma pequena entrada escavada na rocha bruta. - No mesmo instante, começaram ambos a escavar com picaretas, pois a entrada estava bloqueada por um rochedo, que somente Gunnlod, de dentro, podia remover por um mecanismo especial. Depois de terem atravessado um paredão inteiro e muitos túneis, chegaram, afinal, à gruta subterrânea onde Gunnlod se refugiava.
- ''Agora, você segue sozinho'' - disse-lhe Baugi, temeroso de ser descoberto.
- ''Está bem, dono dos nove servos'' - disse Odin, sem nem lhe agradecer, pois o perfume inebriante da bebida já começava a lhe transtornar os sentidos. -Odin foi avançando até que sua cabeça brotou do alto por uma fenda, o que lhe possibilitou
descortinar um panorama, verdadeiramente deslumbrante: a grande gruta do caldeirão, com seus estalactites vermelhos e as tochas a reverberar pelas paredes faiscantes. Bem ao centro, estava o caldeirão fumegando, embora a guardiã estivesse ausente.
"É agora a grande chance!", pensou o jovem deus, começando a descer pelo paredão com a agilidade de um verdadeiro alpinista. Infelizmente, porém, quando recém havia posto o primeiro pé no chão, teve a desagradável - ou seria agradável? - surpresa de ver surgir Gunnlod por uma entrada lateral.
- ''Oh, quem é você, escalador de paredes?'' - gritou ela, fazendo sua voz ecoar pelos paredões escarpados.
- ''Nada tema, bela jovem'' - disse Odin, aproximando-se. - ''Só quero provar um pouco de sua divina bebida.'' Gunnlod sentiu-se, instantaneamente, atraída por aquele belo e esbelto intruso. Mas a sua missão de guardiã falou mais alto e ela, como que despertando de um transe, empertigou-se toda.
Na sua mão direita havia um arco com uma flecha pronta para o disparo.
- ''Não acha que eu mereço ao menos um gole pela façanha de devassar o seu belo esconderijo?'' - disse ele, com um sorriso maroto.
-'' Fora daqui - gritou ela -, e não vou repetir duas vezes.''
- ''Calma, bela guardiã; na verdade, estou aqui apenas para receber o pagamento por um trabalho feito a seu tio e, por extensão, a seu pai egoísta.''
- ''Como ousa?...''
- ''Sim, egoísta, pois trabalhei para seu tio pelo preço de uma taça de hidromel e, agora, o pérfido Suttung não quer cumprir a sua parte.''
- ''Modere a sua língua, invasor de cavernas!''
- ''Acalmemo-nos, bela Gunnlod'' - disse, então, Odin, dando um tom conciliatório à sua voz. - ''Se não quer me dar a bebida, pronto, não dê!... Não pretendo forçá-la a nada.'' - Odin avançou ainda mais e estava já a ponto de encostar seu peito ao dela, quando Gunnlod ergueu de novo a sua seta. Mas a mão dele a impediu, suavemente, de realizar o disparo. - ''Já não lhe disse que não vou obrigá-la a nada?'' - disse ele, enfatizando a última palavra.
Os dois ficaram olhando-se durante um bom tempo, até que Odin colou os seus lábios aos de Gunnlod. O aroma do caldeirão envolvia a ambos numa fumaça avermelhada que dissipou qualquer resistência que pudesse haver no coração da jovem guardiã que, em momento algum, teve consciência do seu fracasso, senão, de que algo, infinitamente mais belo que uma simples missão apresentara-se em sua vida. Depois de muito tempo, Odin, tendo ainda a jovem em seus braços - mas já deitados -, reclamou que tinha muita sede.
- ''Deixe-me provar do hidromel'' - disse ele, com suavidade.
- ''Está bem, pode beber...'' - disse ela, preferindo, no entanto, dar as costas ao amado para não presenciar a derrotada final da sua missão. Mas, subitamente, sentiu sua voz repetir a autorização, agora, como se não fosse dela, com uma sombra estranha de euforia na voz: - ''Pode beber à vontade..''
A Odin encontrou três enormes taças e as encheu a ponto de esvaziar completamente o caldeirão. Depois, emborcou-as pela boca como quem estivesse há anos sem beber uma única gota. Quando retornou para se despedir, percebeu, no entanto, que Gunnlod dormia.
- ''Adeus, guardiã do meu coração!'' - disse ele, baixinho, retirando-se com a mesma discrição com a qual entrara.
Mas ela não estivera nunca dormindo, nem nunca diriam dela que fora enganada. Desta acusação, que ela julgava a pior, ela fazia questão de estar livre.
- ''Nada se fez sem a minha autorização'' - disse ela, como se já estivesse diante de seu pai irado. Gunnlod sabia, desde já, que nunca mais poderia ser a guardiã do caldeirão ou de qualquer outra coisa neste mundo.
- ''Ora, basta!'' - exclamou ela, tornando-se repentinamente altiva e serena outra vez. - ''Serei, então, doravante, a guardiã de mim mesma!''
Odin partiu à toda pressa, mas quando percebeu que Suttung vinha atrás dele transformado em uma águia sedenta de sangue - como ele descobrira o seu plano, jamais ficaria sabendo -, transformou-se também em outra velocíssima águia. Principiou-se, então, uma perseguição alucinante pelos ares gelados da cordilheira que se estendeu por milhares de quilômetros até que, finalmente, viu brilhar ao longe as torres douradas de seu amado palácio Gladsheim, em Asgard. Odin deu um grande grito de alerta, o que fez com que todos os habitantes da morada dos deuses corressem, logo, a espalhar pipas enormes e jarros de todos os feitios pelas ruas. Então, Odin-águia começou a regurgitar todo o hidromel que havia ingerido na caverna de Gunnlod sobre os recipientes, de tal sorte que em três voltas inteiras que deu sobre a cidade havia expelido de seu estômago até a última gota da saborosa bebida. Suttung, ao ver que os deuses recolhiam rapidamente os jarros e cubas, reconheceu-se vencido e, com um grande grito de ira, partiu de volta à sua terra.
E foi assim que, graças a uma sedução e a um traiçoeiro furto, o hidromel passou a ser a bebida predileta dos deuses.
OBSERVAÇÃO: Boa noite! Eu sei que o texto é longo- hehehehe-, porém eu adorei. Espero, que assim como eu, vocês tenham gostado! Estou preparando alguns posts e gostaria da opinião de vocês; o que acham de fazer um especial de 10 Deuses/ Deusas Nórdico, Celta e Grega? Vai ficar TUDO na ordem lá no blog <3 O que acham?
Fonte:As melhores histórias da mitologia nórdica
A. S. Franchini / Carmen Seganfredo
‪#‎Nimue‬